quinta-feira, 4 de junho de 2009

Cesário Verde

“Além de ser uma réplica do realismo irónico queirosiano (…) o realismo lírico de Cesário Verde será o seu esforço de autenticidade anti-retoricista, com versos magistrais, salubres e sinceros.”

Considerado um autor de referência do século XX, Cesário Verde apresenta-se como um poeta versátil que se enquadra em quatro estilos literários:
Realismo: Cesário Verde dá especial importância ao mundo externo e à materialidade dos objectos, apreendendo os pormenores constituintes das aparências do real e deixando-se consumir por eles. Uma das características da sua obra é a selectividade na medida em que cada poema corresponde a um tema concreto da realidade - a dureza do trabalho («Cristalizações» e «Num Bairro Moderno»); a doença e a injustiça social («Contrariedades»); a imoralidade das «impuras», a desonestidade do «ratoneiro» e a «miséria do velho professor» em «O Sentimento dum Ocidental».
Modernismo: descontextualizado e reformista no que diz respeito ao período literário, é deste movimento que surge posteriormente a si, que Cesário mais se aproxima. O realismo e o naturalismo são suavemente abandonados apenas por causa da subjectividade que é imposta na visão e que Cesário faz questão de focar.
Impressionismo: o poeta assume-se como pintor na medida em que descreve tal e qual um quadro a realidade. A sua poesia expressa as percepções sensoriais que o mundo exterior em si desperta. Para pintar o seu quadro poético, Cesário utiliza diversos recursos estilísticos entre eles a hipálage e a adjectivação dupla/tripla (com a qual revela não só o que é visível, mas também a impressão do que disso se pode tirar).
Visto como realista, Cesário nunca levaria as suas hipérboles (encaradas como ironias, então) à letra pelo que se tornaria um facto descabido e inimaginável - “desejo absurdo de sofrer”.
O autor utiliza a ironia reflexiva e criticamente de modo a refutar os padrões e regras do período histórico em que viveu. E talvez seja esta a razão pela qual traça um caminho rumo ao modernismo. A ironia é ainda utilizada de forma a desprezar o sentimentalismo – este desprezo do sentimento constitui uma das características do parnasianismo, movimento literário também seguido por Cesário Verde que declara que a descrição da realidade deve ser feita atendendo unicamente à estética, à beleza – daí dizer-se que as obras de Cesário são cromáticas, pois é a cor e a luz que se podem assumir como “personagens” principais. Paralelamente ao seu contemporâneo Eça de Queirós, o poeta lisboeta faz diferentes apreensões do real, tão diferentes que se podem contradizer e originar a ironia que pode tomar uma função crítica ou acrítica).
O seu esforço de “autenticidade anti-retoricista” passa por, como a própria expressão indica, distanciar a “arte de bem falar”, a retórica tradicional de origem grega. Cesário Verde manifestava versos salubres e sinceros, versos limpos e sensatos, livres de fantasias, ornamentos e pormenores que enriqueceriam desnecessariamente os versos. Porém, e apesar da simplicidade que Cesário pretendia incutir aos seus poemas, por causa do impressionismo pictórico que tanto idolatrava, acabou por submetê-los à difusão artística imposta na vertente literária.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Poema Setentrional de Cesário Verde, e sua análise.

Talvez já te não lembres, triste Helena,
Dos passeios que dávamos sozinhos,
À tardinha, naquela terra amena,
No tempo da colheita dos bons vinhos.

Talvez já te não lembres, pesarosa,
Da casinha caiada em que moramos,
Nem do adro da ermida silenciosa,
Onde nós tantas vezes conversamos.

Talvez já te esquecesses, ó bonina,
Que viveste no campo só comigo,
Que te osculei a boca purpurina,
E que fui o teu sol e o teu abrigo.

Que fugiste comigo da Babel,
Mulher como não há nem na Circássia,
Que bebemos, nós dois, do mesmo fel,
E regamos com prantos uma acácia.

Talvez já te não lembres com desgosto
Daquelas brancas noites de mistério,
Em que a Lua sorria no teu rosto
E nas lajes campais do cemitério.

Talvez já se apagassem as miragens
Do tempo em que eu vivia nos teus seios,
Quando as aves cantando entre as ramagens
O teu nome diziam nos gorjeios.

Quando, à brisa outoniça, como um manto,
Os teus cabelos de âmbar, desmanchados,
Se prendiam nas folhas dum acanto,
Ou nos bicos agrestes dos silvados.

E eu ia desprendê-los, como um pajem
Que a cauda solevasse aos teus vestidos,
E ouvia murmurar à doce aragem
Uns delírios de amor, entristecidos.

Quando eu via, invejoso, mas sem queixas,
Pousarem 'borboletas doidejantes
Nas tuas formosíssimas madeixas,
Daquela cor das messes lourejantes.

E no pomar, nós dois, ombro com ombro,
Caminhávamos sós e de mãos dadas,
Beijando os nossos rostos sem assombro,
E colorindo as faces desbotadas.

Quando Helena, bebíamos, curvados,
As águas nos ribeiros remansosos,
E, nas sombras, olhando os céus amados
Contávamos os astros luminosos.

Quando, uma noite, em êxtases caímos
Ao sentir o chorar dalgumas fontes,
E os cânticos das rãs que sobre os limos
Quebravam a solidão dos altos montes.

E assentados nos rudes escabelos,
Sob os arcos de murta e sobre as relvas,
Longamente sonhamos sonhos belos,
Sentindo a fresquidão das verdes selvas.

Quando ao nascer da aurora, unidos ambos
Num amor grande como um mar sem praias
Ouvíamos os meigos ditirambos
Que os rouxinóis teciam nas olaias.

E, afastados da aldeia e dos casais,
Eu contigo, abraçado como as heras,
Escondidos nas ondas dos trigais.
Devolvia-te os beijos que me deras.

Quando, se havia lama no caminho,
Eu te levava ao colo sobre a greda,
E o teu corpo nevado como arminho
Pesava menos que um papel de seda.

Talvez já te esquecesses dos poemetos,
Revoltos como os bailes do Cassino,
E daqueles byrônicos sonetos
Que eu gravei no teu peito alabastrino.

De tudo certamente te esqueceste,
Porque tudo no mundo morre e muda,
E agora és triste e só como um cipreste,
E como a campa jazes fria e muda.

Esqueceste-te, sim, meu sonho querido,
Que o nosso belo e lúcido passado
Foi um único abraço comprimido,
Foi um beijo, por meses, prolongado.

E foste sepultar-te, ó serafim,
No claustro das Fiéis emparedadas,
Escondeste o teu rosto de marfim
No véu negro das freiras resignadas.

E eu passo tão calado como a Morte
Nesta velha cidade tão sombria,
Chorando aflitamente a minha sorte
E prelibando o cálix da agonia,

E, tristíssima Helena, com verdade,
Se pudera na terra achar suplícios,
Eu também me faria gordo frade
E cobriria a carne de cilícios.

Análise

O tema deste poema pertence á primeira fase poética de Cesário verde, ou seja, a crise romanesca, que se estabelece no sujeito poético. O sujeito lírico começa por se dirigir a um "tu", á mulher amada por que se sente apaixonado e feliz quando o seu amor tem por cenário o campo. Alterando-se quando a cidade faz parte da realidade, dando origem á tristeza e á infelicidade. O campo é, com efeito, símbolo do amor e da infelicidade do passado entre o "eu" e o "tu", sendo visível no poema até á estrofe 10. Contudo, a partir da 11ª estrofe até á 13ª as palavras do poeta revelam-nos tristeza e infelicidade. A cidade é agora o cenário de fundo e o símbolo da infelicidade existente. Existe uma dicotomia entre a cidade e o campo, pois a cidade para o poeta significa a morte e para a mulher amada o convento. É a sepultura, enquanto que o campo se revelou a alegria de viver deste casal.

domingo, 29 de março de 2009

“EURICO, O PRESBÍTERO” DE ALEXANDRE HERCULANO

Alexandre Herculano nasceu em Lisboa em 1810 e morreu em 1877 na cidade de Santarém. Colega e seguidor de Garrett (com quem desenvolveu alguns temas da discordância do homem com a sociedade) Herculano é tido como o introdutor do romance histórico em Portugal.
Em “Eurico, o Presbítero”, elaborado em 1844, o escritor dá destaque à narrativa e à descrição. Trata-se de um romance histórico, que, aliás, patenteia diversas características deste mesmo género (por exemplo, o nacionalismo e a religiosidade). O conteúdo da obra passa-se no século VII na Península Ibérica e apresenta como tema principal a tragédia amorosa.
Herculano não só escrevia narrativas como também poemas
.

“MENINA E MOÇA” DE BERNARDIM RIBEIRO

Bernardim Ribeiro, escritor medieval português, crê-se que terá nascido em 1475 na aldeia de Torrão. Principal responsável pela introdução do botulismo em Portugal, desenvolvia maioritariamente nas suas obras os sentimentos de amor e saudade. A escrita deste autor caracteriza-se pela linguagem arcaica utilizada.
A sua obra “Menina e Moça” foi editada pela primeira vez em Itália no ano de 1554. Seguiram-lhe mais duas diferentes edições. Trata-se de um romance constituído por elementos da novela de cavalaria e da sentimental e do romance pastoril quanto à forma e convertido num um lugar de encontro, feminino e lamentoso da Menina.
A nostalgia amorosa e o fatalismo do sofrimento assumem-se como tema principal numa obra em que tópicos como o amor, a natureza, a mudança e a distância são abordados. Bernardim escreveu, então, a primeira obra portuguesa que se desprendia totalmente da ficção para se entregar à narrativa feminina.
Com este novo tipo de romance, o escritor consegue transpor as fronteiras do país e servir de referência a obras estrangeiras.

Memória ao Conservatório Real

Na Memória ao Conservatório Real, Almeida Garrett explica que os factos históricos portugueses são marcados por uma simplicidade majestosamente trágica e moderna.
Em Frei Luís de Sousa, é demonstrado o espírito do Cristianismo que suaviza o desespero das personagens: em vez de uma morte violenta, morrem para o mundo terreno (entregam-se a Deus).
Em vez do verso típico da tragédia, Almeida Garrett preferiu a prosa, pois Frei Luís de Sousa fora um dos melhores prosadores da língua portuguesa. Consequentemente, na forma esta obra é um drama e no conteúdo considera-se uma tragédia antiga.
Almeida Garrett utiliza uma acção muito “simples”, sem paixões violentas: poucas personagens, todas elas verdadeiramente cristãs, sem qualquer elemento macabro, despertando no público dois sentimentos próprios da tragédia como por exemplo o terror e a piedade.
Garrett refere as fontes de que se serviu para escrever o Frei Luís de Sousa: uma representação de teatro a que assistiu, mais tarde, a leitura de duas narrativas sobre este tema, de D. Francisco Alexandre Lobo e de Frei António da Incarnação e mais recentemente, o drama, O Cativo de Fez.
O autor afirma, todavia, que não se sentiu obrigado a respeitar a verdade histórica, mas sim a “verdade” poética, pois, num século democrático, “tudo o que se fizer há-de ser pelo povo e com o povo…ou não se faz” – o que o povo quer é verdade.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Companhia de Jesus no Brasil

Em 1534, o cavaleiro espanhol Inácio de Loyola criou a Companhia de Jesus, com o objetivo principal de combater o protestantismo através do ensino religioso dirigido, e a influência crescente das reformas que cada vez mais preocupava a Igreja católica e a aristocracia européia.
A Companhia de Jesus não era uma ordem religiosa como as outras, seus combativos integrantes tinha uma organização quase militar: consideravam-se soldados da Igreja e achavam que deviam infiltrar-se em todas as atividades sociais e culturais, a fim de eliminar aqueles que pusessem em risco os princípios do catolicismo.
A Companhia de Jesus, chegou ao Brasil em Março de 1549 com o primeiro contingente de Jesuítas, e fundaram a Província do Brasil da Companhia de Jesus, que passou a ser a sede e cabeça da Ordem Inaciana na América Portuguesa.

O objetivo dos Jesuítas no Brasil era a catequese de adultos e através da educação, a catequese das crianças e jovens.

Fernando Pessoa na Publicidade

"Primeiro estranha-se. Depois entranha-se."

"Uma cinta Pompadour veste bem e ajuda sempre a vestir bem"

"Eu explico como foi (disse o homem triste que estava com uma cara alegre), eu explico como foi..."Quando tenho um automóvel, limpo o. Limpo o por diversas razões: para me divertir, para fazer exercício, para ele não ficar sujo."O ano passado comprei um carro muito azul. Também limpava esse carro. Mas cada vez que o limpava, ele teimava em se ir embora. O azul ia empalidecendo, e eu e a camurça é que ficávamos azuis. Não riam... R camurça ficava realmente azul: o meu carro ia passando para a camurça.Afinal, pensei, não estou limpando este carro: estou o desfazendo."Antes de acabar um ano, o meu carro estava metal puro: não era um carro, era uma anemia. O azul tinha passado para a camurça. Mas eu não achava graça a essa transfusão de sangue azul."Vi que tinha que pintar o carro de novo. Foi então que decidi orientar me um pouco sobre esta questão dos esmalres. Um carro pode ser muito bonito, mas, se o esmalte com que está pintado tiver tendência para a emigração, o carro poderá servir, mas a pintura é que não serve. A pintura deve estar pegada, como o cabelo, e não sujeita a uma liberdade repentina, como um chinó. Ora o meu carro tinha um esmalte chinó, que saía quando se empurrava."Pensei eu: quem será o amigo mais apto a servir me de empenho para um esmalte respeitável?Lembrei me que deveria ser o Bastos, lavadeira de automóveis com uma Caneças de duas portas nas Avenidas Novas. Ele passa a vida a esfregar automóveis, e deve portanto saber o que vale a pena esfregar."Procurei o e disse lhe: Bastos amigo, quero pintar o meu carro de gente. Quero pintá lo com um esmalre que fique lá, com um esmate fiel e indivorciável. Com que esmalte é que hei de pintar?"Com Berry/Loid, respondeu o Bastos e só uma criatura muito ignorante é que tem a necessidade de me vir aqui maçar com uma pergunta a que responderia do mesmo modo o primeiro chauffeur que soubesse a diferença entre um automóvel e uma lata de sardinhas". (tintas Berry/Loid)

Fernando Pessoa esteve presente à publicidade nos últimos dez anos da sua vida. Pessoa sabia que estudar o público era o mais importante para no fim o atingir de algum modo e os processos a empregar para os atingir.
Em portugal Fernando Pessoa reforcou e enunciou o conceito de “marketing” desconhecido na altura.

Crer é conseguir...


Era um frequentador habitual de um café, onde as pessoas da região costumavam conviver e passar algum tmpo.
Estava ali, quando apareceu o carpinteiro da região, nunca falei com ele, talvez porque ele é um pouco reservado e pouco social...
Todos os dias observava o tal homem no café, e embora timido notei que era um homem feliz com a sua vida.
Com o passar do tempo reparei que o senhor andava triste, mal humorado e com um ar acabado, até que um dia decidi falar com ele, tentar ajudá-lo e perceber o que de mal se passava.
Pouco me retorquiu, apenas disse que não era nada de especial, e para que ele nao pensasse que eu estava a interferir na vida dele, não insisti naquele dia.
Nesse dia, depois de ele ter ido embora do café, as pessoas comentavam que a sua fábrica havia falido...
Quando voltei a vê-lo, falei-lhe que soube que a sua fábrica tinha acabado e pus a hipotese de ser por isso que ele andava mal, mas ele respondeu que não era só isso que o fazia estar assim e que esta situação da sua vida profissional era o menos preocupante de todos os seus problemas.
Logo percebi que existia lago muito mais grave na sua vida, e questionei-o acerca disso.
O homem desabafou comigo, dizendo que a sua mulher fugiu com outro homem e que o tinha deixado a cuidar dos seus 5 filhos menores e naquele momento com aquelas dificuldades monetarias, era impossivel cuidar deles, assim como de si próprio. Escutei-o e fiquei abalado com a sua vida, apoiei-o psicologicamente e aconselhei-o a começar uma nova vida. Recomendei o homem a visitar uns sócios meus, procurando trabalho em qualquer cargo para sobreviver.
Depois de 2 dias, o homem vei-o falar comigo com uma cara mais agradavel, disse-me que conseguiu arranjar trabalho como porteiro nocturno num fábrica. Este emprego ajudava-o pleanamente.
Depois de algum tempo, o meu sócio falou-me que o homem subiu de cargo, e que tinha superado as dificuldades com que lidava em casa.

"Os nossos olhos são diferentes todos os dias"


Todos os dias, os nossos olhos reparam em novas coisas, e visionam mais aprofundadamente qualquer tipo de situação, com outros detalhes, que os nossos olhos vão adquirindo.
A cada dia, deparamo-nos com diferentes experiências que nos fazem olhar para elas por outro modo, a todo o momento existe algo que nos cativa, que nos desperta o olhar.
À medida que crescemos, a todo o dia que passa criamos novos objectivos e intenções que mudam o estar da nossa vida e consequentemente o que o nossos olhos vêem...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Via Extinta

Qual o caminho com que me contagiei?
Trilho abismal em vez de puro?...
Qual encantamento me inseri?
Como é que um atalho extraordinário me conduz sem saída?


Nem fossa nem vala. O que me arruinou,
Foi a meta dura e profunda:
E agora que seguia disparatadamente-
Partida tão intensa que me abalou.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Golpe


Antes da revolução, o nosso país vivia mergulhado na tristeza e no medo. Não havia democracia, não se realizavam eleições livres e ficavam sempre os mesmos a mandar. As pessoas não tinham liberdade para dizer o que pensavam sobre o governo. Havia a PIDE, uma polícia política que vigiava, prendia e torturava quem tivesse ideias contrárias às do governo.
Com a revolução, mudou muita coisa no nosso país: acabou a ditadura e começou a democracia. O
povo português passou a ter liberdade através da Revolução dos Cravos. O povo saiu à rua para comemorar a festa da Democracia, com os soldados que nos libertaram da Ditadura. Toda a gente se abraçava. Os soldados colocaram cravos nos canos das suas espingardas, simbolizando uma mudança pacífica de regime. Muitos distribuíam cravos vermelhos. As pessoas gritavam «O povo, unido, jamais será vencido!».

Impetuosidade


A escola não vive retirada nem isolada pela violência.
Sujeitos desta violência consistem:professores, alunos, encarregados de educação...
Tempo, espaço, vida social de um aluno remete á violência.
Violência são comportamentos negativos (opressão, exclusão social, agressões, vandalismo, roubo...)
Escola "é uma seca, um autêntico cárcere" então provocam distúrbios.
Bullying estimula medo, "não-há-vontade" por quem o sofre.
"Não vale a pena" reforça o total desinteresse e tirania.
Stress, dia dificil e problemas levam professores á inconsciência.
Competição, sucesso e confusão alimentam a violência na escola.
Violência corrobora:"a juventude está perdida e não tem emenda".

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Poema


Amor Proibído

Paixão antiga
Romance oculto
Amor escondido
Desejo proibído


domingo, 10 de fevereiro de 2008

Florbela Espanca

Florbela Espanca era uma poetisa portuguesa, nascida em Vila Viçosa a 1894.
Casou três vezes, o que se reflectiu na maneira de expor os sentimentos, por parte da poetiza. Assim como a morte do seu irmão Apeles, que a abalou, pois tornou-a uma mulher triste e desiludida. Mas inspirou-a a escrever As Máscaras do Destino, dedicado ao seu irmão. Três anos depois suicida-se em Matosinhos, tomando dois frascos de Veronal. Mas foi apresentado como causa da morte um edema pulmonar.
Estudou no liceu de Évora e em 1917 concluio a secção de Letras do Curso dos Liceus. Nesse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que procuravam impor-se. Colaborou em jornais e revistas. Em 1919 publicou a sua primeira obra poética: “Livro de Mágoas”. Em 1923, “publicou o Livro de Sóror Saudade”.
As obras de Florbela caracterizam-se por acontecimentos que marcaram profundamente a sua vida (casamentos falhados, desilusões amorosas, a morte do irmão, etc). Na poesia ela recorria a temas do sofrimento, solidão, desencanto, mas também uma imensa ternura e um desejo de felicidade e grandeza.

Nos poemas de Florbela Espanca é notável a forma como ela expõe tão profundamente a intimidade feminina. Florbela junta os sentimentos optimistas com os pessimistas de uma forma quase impossível de ser vivida na realidade.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

A Poesia...

A poesia pode ser interpretada como a utilização para exprimir ideias, beleza, arte, sentimentos, emoções e filosofias.
O nosso coração está cheio de poesia, pois tem ideias e desejos que o poderiamos exprimir e apresentar, mas falta-nos a arte e talento para o fazer.
A poesia é uma actividade que interfere e trabalha muito as mais diversas palavras, é um modo artistico e criativo de mostrar escritamente o que nos passa pela cérebro e coração.
Na construção poética existem alguns elementos e conteudos para os podermos distinguir: poesia normal, prosa poética não versificada e a poesia visual que utiliza símbolos e desenhos juntamente com palavras. A poesia é o conhecimento, o poder...
A poesia é capaz de transformar o mundo, revoluciona a natureza e o nosso espirito.
"A poesia revela este mundo, cria outro..."

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Carta ao Presidente

Exmo. Sr. Presidente, venho por este meio falar-lhe sobre a utilização dos reduzidos meios informáticos na educação em Portugal.
As aulas são cada vez mais cansativas e saturantes, e eu estando no 10º ano prejudica o meu estudo e a minha continuidade no ensino secundário.
Deveria de haver mais métodos informáticos e "escolas virtuais", como todo o seu material também em todo o parque escolar.
Um dia tive uma aula de Matemática em que os alunos resolviam exercícios num "smartboard", foi uma aula bastante emotiva e interessante, e todos os alunos estiveram com atenção e entusiasmados no decorrer da aula, por isso o governo devia de fornecer ás escolas meios e sistemas informáticos, bem como ensinar e dar uma formação ao pessoal docente para tornar uma escola moderna, exemplar e muito produtiva.
Agradeço a sua atenção, Fábio Gil (aluno do 10ºano da escola de Vieira de Leiria)

O Verbo Ler


Direitos do leitor:


O direito de não ler.
O direito de saltar páginas.
O direito de não terminar um livro.
O direito de reler.
O direito de ler qualquer coisa.
O direito ao bovarismo (doença textualmente transmissível).
O direito de ler em qualquer lugar.
O direito de ler uma frase aqui e outra ali.
O direito de ler em voz alta.
O direito de se calar.


O Verbo Ler


«O verbo ler não suporta o imperativo. É uma aversão que compartilha com outros: o verbo amar... o verbo sonhar...»
Daniel Pennac. Como Um Romance (1992)


O verbo ler não suporta o imperativo.
A leitura deve ser desejada e não obrigada, todos devem ler por prazer e não por obrigação.
Uma pessoa deve ler sem preconceitos, deve ler o que quiser, onde quiser e como quiser.
E isto adiciona-se também ao Amar e ao Sonhar… as pessoas não podem ser obrigadas, pois acontece naturalmente assim como a leitura.


terça-feira, 23 de outubro de 2007

"Uma Cana de pesca Para o meu Avô" - Gao Xingjian



O Conto...


"Uma Cana de Pesca Para o Meu Avô", trata-se de um conto em que Gao Xingjian relata uma história entre um avô e um neto, em que estes sentem muitas saudades, fruto da sua separação há muitos e muitos anos.
Xingjian inspira-se na sua: infância, memória, idealização da natureza, conflito entre modernidade e tradição.
Com um estilo em que sobressaem a sensualidade e a sobriedade retórica, em Uma Cana de pesca para o meu Avô, Gao Xingjian brinda-nos com uma pequena história repleta de ternura, bem como situações do quotidiano que convidam a reflexões gerais sobre a situação da sua China natal e, em última instância, sobre a sua condição humana.



O Autor...


Gao Xingjian foi o primeiro escritor chinês a receber o Prémio Nobel. Nascido em 1940, teve de enfrentar as terríveis consequências da invasão japonesa, durante a sua infância e adolescência. Intelectual e escritor precoce, Xingjian estudou a língua e literatura francesas, não tardando muito a fazer parte da lista de "indesejáveis" do regime durante a Revolução Cultural, ao ponto de ser internado num campo de "reeducação", entre 1966 e 1976. Em 1986, foi proibido de publicar na China e, no ano seguinte, decidiu pedir asilo politico á França. Actualmente, reside neste país e tem nacionalidade francesa.
A obra mais conhecida de Xingjian é A Montanha da Alma, escrita entre 1982 e 1989.

Recebeu o prémio nobel no ano de 2000.




Gao Xingjian